segunda-feira, 23 de abril de 2007

A tasca do jimbelé e sua influência na plantação de grão

Certo dia entrei eu na tasca do jimbelé. Perguntei ao jimbelé como iam as coisas com a Asdrubalícia...ele respondeu-me que tinham acabado de passar à fase seguinte, ou seja, que tinham começado a plantar grão no mato ao pé da sua casa. O porto fitava-me...tinha-o obrigado a lavar as escadas da tasca, pois tinha-se portado mal ao comer toda a reserva de nestum numa noite só, quando eu nem precisava de estrume para plantar batata... Quando acabou o serviço foi embora do estabelecimento do jimbelé, tendo ido possivelmente ter com os seus amigos gafanhotos estrumildo e hortalício, creio que andavam a planear uma jogatana de sueca há uns bons tempos...no último jogo que haviam produzido foi ele a vencer, tendo ele o direito de fazer o que lhe apetecesse, ou seja, os gafanhotos levaram porrada, daí hoje terem aparecido por lá com um algodão nas pernas e em vez de terem a forma de caneta tinham a forma de quadrado...

Passado uns dias de trabalho árduo, por outras palavras passado uns dias de ficar estendido numa toalha a torrar ao sol, tive de ir à cidade comprar borregos e pregos. O borrego foi comprado por uma ocasião especial, tratava-se do dia da semana em que era comum encher mais o bandulho, e no caso dos pregos era para pregar o porco a um poste para ver se ele não saía tanto à rua para fazer porcaria. O desgraçado roía as cordas sempre, daí ser agora uma corrente pregado a um poste para ver se ele não fugia. Até agora não creio que hajam dentes de porco capazes de roer metal, mas no entanto é preciso precaver porque o porco quando anda com gazaria costuma ter um isqueiro guardado no focinho e aquilo com gás podia queimar o material todo, pois tem força suficiente comprimida no interior para o fazer... Quando come feijoada então é um perigo de saúde pública, visto que o acto de descomprimir dele trata-se de uma bomba de gás lacrimogénio.

Num dia destes fui comprar um disco do roberto leal. Não que goste mas porque trazia um kit de boas maneiras escrito pelo Alberto joão jardim em estreita colaboração com o Mário Soares. Interessei-me pelo kit principalmente, já o cd do roberto dei ao porco para ele passar na discoteca local. Abrindo um kit encontrei fotos fascinantes das boas maneiras dos dois, que consistiam em 'nunca deixar chinocas e monhês lhe dirigirem a palavra sobre ameaça de levarem no focinho' e ' como conseguir engatar uma gaja em 20 segundos', a primeira pelo joão jardim e a segunda pelo Mário Soares. Achei curioso no fim terem posto uma prova da amizade que os une, que se tratava de um murro nas fuças um do outro, e ficarem com uma artrose e caírem para o lado, foi um gesto subtil...

6 comentários:

Lyra disse...

Lol, onde é q tu vais inventar tais nomes?
Jimbelé e Asdrubalícia... quase tão bom como Romeu e Julieta :P
Lindos!!!
As aventuras de estrumildo e hortalício, quase soa a êxito de bilheteira! :D
Bjos Excia

Lusófona disse...

hehehe...Asdrubalícia?!! hehehe
já sentia falta dessa maneira lúdica ÚNICA que vc tem para a escrita....Adorei o Kit..fartei-me de rir...

Bjs

mymind disse...

hehe coitado do porco com uma prenda destas oh vizir!!
=)
bjos

Lu.a disse...

:)
Tá fixe!

White_Fox disse...

Muda o nick, mas a imaginação continua a mesma ;)

Anónimo disse...

Tobias said...
Andastes a fumar cenas das pesadas...

Andastes, andastes...

Aquele abraço e continua a explorar os temas macabros por que te interessas desde que não voltes a entrar naquela sala escura do bar do Jimbelé...

22/Abr/2007 22:13:00