quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Melancolia relativa ou knockin on heaven's door

Como é bom ter alguém em quem pensar não é verdade...Sentimentos como 'deves-me dinheiro eu já te lixo' costumam estar sempre associados, embora seja credível que tivessem a pensar que iria falar de algo relacionado com assuntos como o amor ou felicidade, conceitos efémeros e muito relativos dos quais eu não tenho a mínima paciência para falar...

A solidão por vezes não é assim tão mau quanto se possa pensar, vendo bem as coisas há menos chatices, menos zangas, menos utilização de algodão para os ouvidos... Consegue-se gerir melhor a vida e pensar mais em si... não se trata de egoísmo, é um ligeiro proteccionismo em relação à qualidade de vida que se pretende dispor... Vendo bem as coisas um eventual descuido traduz-se em despesa em larga escala, como um filho ou uma consulta a uma prostituta por demasiadas horas...

Quase tudo pode ser substituído, basta haver um rol de gostos mais diversificado para tal acontecer... Há gente que nasce com outros propósitos, outra filosofia de vida... Seja por impeditivos de ordem social, económica entre outras... Ninguém é perfeito, há sempre condicionalismos... Não é que toda a gente cresça com a convicção que vai ser calceteiro ou taberneiro, até porque não costuma ser das profissões de sonho quando em criança, mas quem sonha demasiado alto cria expectativas muito irregulares em relação às reais acepções e origem da sua existência ou motivo pelo qual foi concebido.

Em relação ao que disse à solidão, hão de me cair tijolos na tromba por ter escrito isso, mas é claro que tem vantagens e contrapartidas. É sempre bom ter alguém com quem contar, com quem estar, com quem viver... Mas a vida em comum cria com um certo tempo a tão odiada rotina, possivelmente a razão pela qual os casamentos por vezes não duram. Costuma-se dizer que quando um casal discute é porque realmente gosta um do outro, e isso é algo que realmente acontece, pois se isso num casal não se produz, está estabelecida a rotina, estado insuportável de profundo vazio de emoções e desespero por nada de novo acontecer.

No meu caso...até ver...continuo na minha. O que vier...logo se vê como discutir...

3 comentários:

Fallen Angel disse...

É inevitável.. chego aqui e tenho que me rir. A comparação entre ter um filho e ir ás putas então.. é de bradar aos céus, Grão-Vizir.

;-)

Grande abraço.

Andreia do Flautim disse...

Vais ver que quando encontrares a tua cara metade mudas de opinião num instantinho! :p

Alien David Sousa disse...

Grão, estar só por opção é MUITO SAUDAVEL. O triste é quando não se está só por opção mas pelas circunstâncias da vida.


" menos utilização de algodão para os ouvidos" LOL

Beijinhos
p.s se é para estar por estar, mais vale não estar ;)