quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O cricket cambojano e a sua importância com a distribuição de leite magro III

O Camboja é um bom país. Como boa terra que é, tem de ter desportos idiotas. Como desporto não significa propriamente bater em formigas ou cultivar arroz em cima das árvores, mas desportos ecológicos e simples que consistem em ver se o taco bate em alguém quando se prepara para lançar a bola-sim- falo do cricket. Esse desporto milenar foi introduzido no Camboja pelos ingleses, esses grandes seres que têem o interessante costume de beber litradas de cerveja por segundo. A princípio era uma táctica para apanhar coelhos à porrada, usando a bola chamada pedregulho como arma. Mas mais tarde começou a pensar-se que outra utilidade poderia aquilo ter, daí terem a feliz ideia de usar o taco para mexer o esparguete quando este se produzia...

Depois fizeram-se equipas nas diversas aldeias e criou-se um campeonato. É o costume, existe um desporto, toca a fazer um campeonato. Depois a táctica é a publicidade feita através de lançamento de pedras a tudo quanto fosse ser vivo para ir assistir àquilo. O interessante disto era ver o papel dos ingleses, que passavam os dias a ver as novelas venezuelanas e a comer tremoços. Passado uns tempos a táctica foi sendo passada para esse país, tendo a percentagem de coelhos mortos daquela maneira decrescido. Muitas vezes a bola ia parar à água dos lagos, tendo alguém de a ir buscar depois obviamente, dando azo a questões e respostas inteligentes, tais como 'o que ele foi fazer ali abaixo na água?', ' foi plantar malmequeres'...

Sendo o país pobre o prémio não seria em dinheiro, mas em leite para alimentação da população. Acontece que o meio de transporte do leite era no bolso de alguém, logo durante a viagem por todo o país o dito líquido ia sendo bebido pelo carteiro...é que não existiam cantis para água...Só para leite...........Quem mais lucrava eram os vendedores de chinelos ambulantes, pois como os mensageiros tinham de andar quilometros os ténis gastavam-se muito quando passavam por cima de um canteiro de roseiras...

No fim de cada ano o vencedor do prémio garantia o sustento da sua aldeia, era promovido a salsicheiro, dando-lhe o carro caracteristico e era o heroí lá do sítio...

PS: Com este texto pretendo relatar as guerras idiotas entre países ricos que apenas se preocupam em arranjar discussão com outros países de petróleo(geralmente estes claro) em vez de estarem a ajudar quem realmente precisa. Dum modo irónico pretendi traduzir a miséria de vida e fome que uns passam injustamente e a forma idiota como os países poderosos pretendem lidar com a situação. Está na hora de o fazer...Há população que não se rege por si própria e precisa de ajuda exterior- fica o apelo- a resolução ainda demorará anos e anos...

6 comentários:

Jedi Master Atomic disse...

Eu diria que a "resolução" só chegará quando acabar MESMO o petróleo.

Andreia do Flautim disse...

Não há resolução...

Alexandre disse...

Ah, o cricket, esse desporto de multidões cujas partidas podem durar vários dias e que nunca se sabe quem ganha verdadeiramente - não perco no Eurosport... quer dizer, não perco a oportunidade de apagar a televisão!

E depois num país milenar como o Camboja o cricket fica mesmo a matar - sim, a matar porque é um país onde «desaparecem» milhões de pessoas e ninguém dá por isso...

Um abração!!!

Sôr Matateu disse...

estou de volta a rodovia, camarada Vizir. Esta questao é estudada ha anos e anos por taxistas em todo o mundo. Fico feliz por te ver sensível a uma causa tão nobre. A pesca do atum é o que está a dar nestes dias!

White_Fox disse...

E mt dificilmente estas guerras de interesses terão um final à vista...

Anne disse...

genial