sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Light Years

Quando somos pequenos costuma-se dizer que somos ingénuos, e que queremos crescer depressa demais. O chato disto é que é verdade. À medida que crescemos os trabalhos forçados e responsabilidade aparecem e cria uma vaga de desilusão em relação a alguns aspectos. Não é que ser adulto não seja benéfico, creio que toda a gente não morre virgem, até mesmo os padres, que até com esquilos devem de fazer tais actos, mas há coisas que ser adulto nos tira em relação à juventude. Em poucas palavras, acabou a moleza e a prática do faz nada que tanto agrada.

Eu falo por mim, como burro miserável que sou lastimo muito ver os anos a passar tão rapidamente. Quando se é mesmo pequeno não se tem uma percepção tão definida do tempo, e à medida que crescemos damos conta que os anos passam realmente a voar... Se beber uma cerveja der tanto prazer como quando se andava de baloiço ou partia-se o queixo todo quando se caía da bicicleta a mim dá-me talvez mais saudades desse tempo... Não que eu gostasse de partir a queixola, não acho piada a esse tipo de masoquismo, mas acho que se vive pior e bem menos feliz à medida que o tempo vai correndo... O casamento é outro dos casos específicos. Ramboía até lá e durante os primeiros tempos de vida em comum, depois o cumúlo é a chegada de um filho e está tudo lixado.

Os índices de felicidade dos casais após o primeiro filho descem imenso, qualquer pessoa sabe isto... Há excepções claro, há mulheres que põem cá para fora uma legião de criançada e continua a ser feliz, os chamados ciganos, gente esperta que pretende viver dos subsídios dados pelo número de filhos que possuem mas enfim... Só não entendo como sobrevivem à música dos putos com o seu acostumado choro; no seu caso nada que uma pedra ou um pau não resolva... Por essas bandas fazem-se saldos de porrada, a distribuição é gratuita, e as fisgas são do mais comum como prendas de anos possivelmente...

Concluindo este assunto, é apenas um lamento por me aperceber que a responsabilidade aumenta à medida que se cresce...

5 comentários:

Minerva McGonagall disse...

Opá, não sejas melodramático!

Se um dia tiveres um filho, junta-te a ele nos avacalhanços... vais ver que até rejuvenesces!!!

Eu não tenho filhos, mas adoro esparvoar, e nunca ei de perder essa mania!

Faz o mesmo ;)

Andreia do Flautim disse...

Pois é, os anos passam a correr, as responsabilidades aumentam.
Mas essa parte de ter filhos acho que não é assim tão dramática como dizes:p

Maria disse...

Ainda és tão novinho e já estás a pensar assim? Então e eu que tenho 23 anos? Devo cortar os pulsos?


Xiiiiiiii...


beijo grande e vê se arrebitas

Anne disse...

Acho que nao é por acaso. À medida que cresces, para além das responsabilidades, também vês tudo de outra forma. Assim como quando bebes uma cerveja tens saudades das quedas de baloiço, daqui a dez anos vais beber um café de manhã e ter saudades da bendita cerveja. Há que saber aproveitar ;)

White_Fox disse...

A parte mais "engraçada" é mudar as fraldas dos putos!
Mas acho que todos passamos por essa fase. Somos pequenos e queremos crescer. Do género: quando for grande quero fazer isto, isto e isto (e depois crescemos e não fizemos foi nada). E depois de adultos queremos que o tempo volte para trás...