quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Pouco interessante história

Quando duas pessoas se conhecem ou trocam olhares pela primeira vez é sempre relevante. Um gajo tem teoricamente sempre de mostrar um sorriso, aquele grande sorriso de dentes que já não são lavados à uma semana e tal; e no caso da mulher na volta será não pestanejar muitas vezes, embora às vezes possa um bocado de terra ir para o olho e tropeçar logo de seguida num pedregulho de um metro que estava apenas de passagem no meio da rua, é que havia crianças que depois o levavam para jogar futebol... Depois vem a parte em que o tipo vai lá ajudá-la a levantar-se, embora um ladrão lhe roube os óculos e ele pense depois que a mulher é o poste mais próximo, batendo aí com o focinho...

Passado o pó da cara, lá vai ela socorrer o gajo, que entretanto já tinha levado com uma bengalada duma velha, por estar no meio da rua estendido...Estava tudo bem. Agora chega o momento de ele dizer que se chamava Zé das Couves e ela introduzir-se como Maria Tibéria...Vão beber um café para se conhecer melhor...Aí ele conta-lhe que é taberneiro e ela era uma florista mas que de momento só vendia os vasos que não tinha dinheiro para nada...

Ao que se sabe começaram a namorar pouco tempo depois, não que se tivessem realmente ficado apaixonados, mas porque a sua vida era de tal modo maçuda e tão grande pasmaceira que acabaram por decidir isso depois de terem comprado presunto para o canário dela, que não gostava de comida para aves... A cerveja passou a estar na casa dela, com o proposito de lhe enfrascar bem para ele dormir em vez de ver futebol...É que ela gostava de ver o natal dos hospitais...Passado uns bons anos, quando conseguiram dinheiro para o copo de água, decidiram casar, e foram viver para a roulotte de farturas onde ele vivia...A casa de banho deles chamava-se rio Tejo, daí terem decidido viver no meio do mato, para estar mais longe do rio...

Se a história é sem sentido e se o final é algo insípido não me lixem o juízo, é que estou cansado de não fazer nenhum...que por sua vez às vezes cansa mais do que fazer alguma coisa...

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Intervalo

Quem escreveu isso aí em baixo é um génio certamente...


Eu fui baptizado apesar de ser agora agnóstico. No entanto e pelo que percebi, não foi do modo mais conveniente. Quero ser baptizado desse jeito caramba!

Um exemplo da inteligência do povo de Marco de Canaveses, um hino à capacidade de comédia dos seus dirigentes. Se se ver mal ampliem clicando na imagem, vale muito a pena ver o que está lá escrito...


Daqueles anúncios para bater nos directores de marketing da marca não sei quantas....

No meu ver é das frases mais cómicas que já vi dos últimos tempos...Assenta como uma luva à foto diga-se...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Poema de culto


Olhos esbugalhados,
E que grande dor nas patas
Revitalizador cheiro a grelhados,
Bora lá para a cozinha até a andar de gatas!

Mas de onde saiu você?,
Que me rouba sorrateiramente a costeleta
Diga ao menos porquê,
Ou leva porrada e põe-se na alheta...

Que poema encantador este,
Que qualidade labrega pouco suportável
Devo estar totalmente a leste,
Pois isto é porcaria da mais incontestável...

domingo, 25 de novembro de 2007

Maravilhas do dia-a-dia

Mete tudo num caixote de cartão e manda-me por 'email'- foi o que me respondeu alguém acerca de lhe emprestar uma série. Senilidade tem destas coisas...Mas foi um momento cómico confesso...

Há dias fui ver um filme e aconteceu-me algo burlesco. Estava eu a olhar para o ar como sempre faço quando não tenho mais nada para fazer, e no caso dos bocejos não contam, e por incrível que pareça fiquei com as calças carregadas de pipocas. Acontece que tinha recebido uma mensagem de telemóvel e pus o saco das pipocas no chão, entre os pés. É óbvio que aquilo não tem propriamente forma de bola nem vejo grande interesse em mandar pipocas para cima de outras pessoas, mas o que é certo é que depois de lida a mensagem dei um pontapé naquilo e lá foram as pipocas todas contentes para cima da minha fuça...Foi divertido, embora aqui eu não especifique para quem exactamente...Lá fiz os amigos que tinham ido comigo ver o filme rirem-se à minha pala, e lá fiquei eu ali com uma tromba até ao chão porque ainda só tinha tirado umas quantas pipocas...

O que foi rentável deste desastre é que aquilo não deu muito estrilho, já eu tinha ficado a pensar que a empregada de limpeza me ia obrigar a limpar o chão com a língua...Se bem que eu com a fome que tinha ainda tinha ideias ligeiramente sujas, mas vá, não passou do pensamento. Pelo caminho até aos cinemas ainda deu para contemplar o quão cheio que costuma estar o Alvaláxia...Carregadinho de moscas e de formigas, que conveniência daquelas... Sim, porque pessoas só aquelas que lá trabalham e estão à espera que aquilo seja demolido para saírem dali porque estão fartos de trabalhar num estabelecimento que mais parece uma mesquita tal é o silêncio...Tudo isto na minha óptica de encher chouriços claro...

Por último, aqui está um bom exemplo da maneira portuguesa de publicitar um produto, ou seja, dizendo que ele não vale nada, Portugal é grande!...


sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Light Years

Quando somos pequenos costuma-se dizer que somos ingénuos, e que queremos crescer depressa demais. O chato disto é que é verdade. À medida que crescemos os trabalhos forçados e responsabilidade aparecem e cria uma vaga de desilusão em relação a alguns aspectos. Não é que ser adulto não seja benéfico, creio que toda a gente não morre virgem, até mesmo os padres, que até com esquilos devem de fazer tais actos, mas há coisas que ser adulto nos tira em relação à juventude. Em poucas palavras, acabou a moleza e a prática do faz nada que tanto agrada.

Eu falo por mim, como burro miserável que sou lastimo muito ver os anos a passar tão rapidamente. Quando se é mesmo pequeno não se tem uma percepção tão definida do tempo, e à medida que crescemos damos conta que os anos passam realmente a voar... Se beber uma cerveja der tanto prazer como quando se andava de baloiço ou partia-se o queixo todo quando se caía da bicicleta a mim dá-me talvez mais saudades desse tempo... Não que eu gostasse de partir a queixola, não acho piada a esse tipo de masoquismo, mas acho que se vive pior e bem menos feliz à medida que o tempo vai correndo... O casamento é outro dos casos específicos. Ramboía até lá e durante os primeiros tempos de vida em comum, depois o cumúlo é a chegada de um filho e está tudo lixado.

Os índices de felicidade dos casais após o primeiro filho descem imenso, qualquer pessoa sabe isto... Há excepções claro, há mulheres que põem cá para fora uma legião de criançada e continua a ser feliz, os chamados ciganos, gente esperta que pretende viver dos subsídios dados pelo número de filhos que possuem mas enfim... Só não entendo como sobrevivem à música dos putos com o seu acostumado choro; no seu caso nada que uma pedra ou um pau não resolva... Por essas bandas fazem-se saldos de porrada, a distribuição é gratuita, e as fisgas são do mais comum como prendas de anos possivelmente...

Concluindo este assunto, é apenas um lamento por me aperceber que a responsabilidade aumenta à medida que se cresce...

domingo, 18 de novembro de 2007

Pensamentos rigorosamente aceites pela comunidade de alforrecas do Afeganistão e sul das ilhas desertas da Madeira


- Qualquer pessoa é suficientemente forte para suportar a má sorte dos outros.

- Quando se enfrenta um problema de difícil resolução, existe sempre uma decisão fácil: clara, directa e...errada.

- As saudades de comer pão com chouriço são directamente proporcionais às de querer acordar tarde num dia de trabalho.

- Tente não pensar muito em coisas credíveis de acontecer, é que os impostos podem realmente aumentar.

- Se o Toy fizer um novo cd com oferta de um par de cuecas do mesmo, reze para que esteja a ter um pesadelo dos fortes.

- Se tiver um nariz grande, encoste-o ao chão. Pode ser que ache petróleo.

- Em dias de calor, traga sempre uma ânfora de vinho tinto por cima do boné.

- Quando existem problemas, geralmente as soluções mais facilmente adoptadas são as piores.

- Quando maior for o título do que quer que seja, menos importante é a sua função.

- Porque razão se pode arranjar cirroses se supostamente não se beber? O sonambulismo existe...

- Porque raio o Bush tem tanto prazer em bombardear o médio oriente? O seu prazer em bombardear é directamente proporcional à sua estupidez.

- Qual o futuro possível e previsível dos ministros portugueses se Portugal fosse um país justo? Vender castanhas parece viável...

- Porque será que no natal dos hospitais são convidados sempre 'artistas' de renome português? Os médicos querem ter menos trabalho portanto deixam os doentes atirar-se da janela devido ao ruído produzido por esses grandes artistas...

- Qual o motivo de existirem cada vez mais crianças obesas? O nestum tem cada vez mais açucar...

- Qual o novo medicamento usado pelos médicos para as pessoas terem o intestino limpo antes de uma radiografia? Kiwis maduros é retrete pela certa...

A modos que hoje fico por aqui...

sábado, 17 de novembro de 2007

Uma aventura...no mato


Está fresquinho e tal...Ultimamente tem estado um tempo mesmo estranho. Tenho as patas frias, aborrece ligeiramente. A minha cobertura de gordura não é propriamente grande, portanto sendo um monte de ossos não me dá lá grande resistência a este tipo de tempo. Gosto do tempo de primavera, nem frio nem quente, agradável...Mas isto é demais. Preciso de apanhar um sol na tromba de vez em quando para aquecer, ficar vermelho e ficar a ser gozado por parecer um lagostim...

Ontem fui a um jantar de anos em Cascos de Rolha city. Por palavras mais precisas, digamos que ficava longe de Lisboa, no meio do nada. Não sei o porquê exactamente, mas a comida é sempre bifes com champignon...Neste tipo de ocasiões há de ser o mais fácil e barato de se preparar para várias pessoas, mas o que é certo é que não é aplicada nunca a palavra 'variar'... Por acaso nem foi mau demais, só estava mau portanto, carregado de sal, mas até já comi bem pior...O sítio em questão onde foi o aniversário foi na Margem Sul. O chamado deserto...Demorei tanto tempo até chegar à ponte 25 de Abril que eu e uns amigos ainda pensámos ir ao Mcdonald's manjar qualquer porcaria, talvez um Mcrelva, por ser do deserto onde pelos vistos só existem camelos...

Após essa jornada decidimos ir apanhar mais um grizo porque é bom e produtivo para poder espirrar para cima de alguém que passe, é só vantagens......Lá fomos para o bairro alto, aquilo estava cheio...É rentável apreciar as vistas por ali diga-se de passagem. E as loiras fazem bem ao ego. Cervejinha para aquecer é como o cozido, cura constipações e limpa intestinos ehehe!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O cricket cambojano e a sua importância com a distribuição de leite magro III

O Camboja é um bom país. Como boa terra que é, tem de ter desportos idiotas. Como desporto não significa propriamente bater em formigas ou cultivar arroz em cima das árvores, mas desportos ecológicos e simples que consistem em ver se o taco bate em alguém quando se prepara para lançar a bola-sim- falo do cricket. Esse desporto milenar foi introduzido no Camboja pelos ingleses, esses grandes seres que têem o interessante costume de beber litradas de cerveja por segundo. A princípio era uma táctica para apanhar coelhos à porrada, usando a bola chamada pedregulho como arma. Mas mais tarde começou a pensar-se que outra utilidade poderia aquilo ter, daí terem a feliz ideia de usar o taco para mexer o esparguete quando este se produzia...

Depois fizeram-se equipas nas diversas aldeias e criou-se um campeonato. É o costume, existe um desporto, toca a fazer um campeonato. Depois a táctica é a publicidade feita através de lançamento de pedras a tudo quanto fosse ser vivo para ir assistir àquilo. O interessante disto era ver o papel dos ingleses, que passavam os dias a ver as novelas venezuelanas e a comer tremoços. Passado uns tempos a táctica foi sendo passada para esse país, tendo a percentagem de coelhos mortos daquela maneira decrescido. Muitas vezes a bola ia parar à água dos lagos, tendo alguém de a ir buscar depois obviamente, dando azo a questões e respostas inteligentes, tais como 'o que ele foi fazer ali abaixo na água?', ' foi plantar malmequeres'...

Sendo o país pobre o prémio não seria em dinheiro, mas em leite para alimentação da população. Acontece que o meio de transporte do leite era no bolso de alguém, logo durante a viagem por todo o país o dito líquido ia sendo bebido pelo carteiro...é que não existiam cantis para água...Só para leite...........Quem mais lucrava eram os vendedores de chinelos ambulantes, pois como os mensageiros tinham de andar quilometros os ténis gastavam-se muito quando passavam por cima de um canteiro de roseiras...

No fim de cada ano o vencedor do prémio garantia o sustento da sua aldeia, era promovido a salsicheiro, dando-lhe o carro caracteristico e era o heroí lá do sítio...

PS: Com este texto pretendo relatar as guerras idiotas entre países ricos que apenas se preocupam em arranjar discussão com outros países de petróleo(geralmente estes claro) em vez de estarem a ajudar quem realmente precisa. Dum modo irónico pretendi traduzir a miséria de vida e fome que uns passam injustamente e a forma idiota como os países poderosos pretendem lidar com a situação. Está na hora de o fazer...Há população que não se rege por si própria e precisa de ajuda exterior- fica o apelo- a resolução ainda demorará anos e anos...

domingo, 11 de novembro de 2007

Ligeiro apogeu das calinadas produzidas


Em apenas um momento a vida de uma pessoa pode mudar completamente. Era isso que eu pensei quando sonhei que ia comer feijoada no dia seguinte. A ilusão custou acordar maldisposto. Por sorte os pombos não têem o habito de fazer o seu servicinho para dentro das casas em cima das camas...é que não dá muito jeito isso suceder...

Ultimamente tenho andado mais de taxi. Se por um lado não tem piada não ter carro para gastar a mesada em gasolina, já terá sua certa piada andar a 180 km/h na Avenida de Ceuta, ao bom som da rádio clube português, que passa os mesmos exitos sempre a cada dez minutos. São tempos rentáveis que se vive lá dentro. O mesmo se diz da conversa. Têem o seu quê de cómicas, vão desde falar mal de clubes de futebol, a dizer duas asneiras em cada duas palavras, especificando aquilo que não merece ser especificado, é tempo produtivo o que se passa lá dentro. Hoje lá fui eu para Benfica para jogar futebol, para demonstrar o meu futebol, que se pode dizer que consiste em distribuir porrada e mandar bolas para as couves mais próximas, embora não entenda porque raio elas não agradecem...Mas enfim, digamos que sou o lendário patas de chumbo...

Partindo da teoria de que 'se algo pode correr mal correrá mal', e do seu corolário que diz que 'se algo não correr mal, uma outra porcaria qualquer correrá mal', pode-se concluir que se aumentarem os salários cá em Portugal, irão também aumentar os impostos. Isto da atitude do 'toma lá dá cá' do governo é manhosa, é tudo uma cambada de espertalhões. Quando se fala no Sócrates, vem à cabeça um outro teorema que diz que 'se escavar um buraco, não escave mais'. Por isto creio que se depreende o que eu quero dizer...

A bem dizer qualquer um que vá para a presidência do que quer que seja, fará porcaria pela certa. Pressupondo pelos problemas que existe a nível de ensino, como querem formar gente qualificada?...Milagres supostamente só na Igreja, embora nesse caso se tenha de esperar até morrer e nada irá acontecer, porque é tudo uma tanga daquelas... Voltando ao assunto, pessoalmente eu não saberia o que fazer para mudar, apesar de por vezes ser apontado por amigos meus como futuro ministro da economia pelo palavreado idiota que proporciono, a verdade é que só gente culta é que realmente poderia mudar a situação. E eu não me considero um grande pensador ou cultivador de chachadas que toda a gente acredita, eu considero-me sim um grande idiota!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Say Hello to Heaven


Começou o rebuliço,
a par do tempo castiço.
Avista-se olhos desiludidos,
não escondem os egos ligeiramente mordidos.

A trouxa do dia é menor,
mas a carga de trabalho é maior.
Tempos difíceis requerem acomodação,
mas até lá ainda não existe grande solução.

Bocejos alarmantes,
desejos de fuga constantes.
Dores nas palpebras surgem,
cafés urgem...

Digam olá a este paraíso,
esboçem lá um sorriso,
Custa- sim- mas no fim recompensa,
Só não quer saber disto quem não pensa.


PS: Para quem não percebeu ao que se refere o que escrevi...acontece que custa habituar ao ritmo da faculdade, em que se recebe em cima doses de matéria descomunais...é algo extremamente protestável...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Querer é fazer requerimento!

''Frágil...Esta noite estou tão frágil...Já nem consigo ser ágil...''- Jorge Palma
É verdade, estou acabado para a vida. Sinto-me mal, a minha tosse engasgante consome-me duma maneira esquisita...Vejo...vejo o Elvis...Olá humilde espectro da morte...vinde buscar-me, mas rápido, que tenho uma consulta no médico às quatro da matina...
Pondo isto em poucos detalhes, a verdade é que de certa maneira estou farto de estar doente. Isto aborrece e manda-me abaixo. Não quero. Quero estar bem. Nos conformes portanto. Rijo como uma lula ou um bolo acabado de fazer. Quero voltar a ir à mercearia trazer leite e pão como de costume, essa bela arte que fazia com tanto desprazer e profunda revolta. Quero dar de comida aos cães da rua como as velhas fazem estupidamente com os pombos... Quero voltar a ver o Mário Soares recandidatar-se para qualquer porcaria. Desejo profundamente ver o Cavaco Silva a dizer 'Quero bifanas' em pleno museu de história natural.
Concedam-me esses desejos. Não são três como o do Aladino mas são rentáveis portanto dêem um jeitinho. Cabe-me a mim dizer que não faço ideia a quem peço os desejos, mas isso é apenas um detalhe...Ajudem...
(Se isto pareceu um reclame das televendas, peço desculpa, apenas quis que ficasse a porcaria do costume) ....