segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Cabeças duras, problemas severos

Eu sou apologista da teoria de que o planeta Terra passava bem sem o ser humano. Teoria pela qual não sei sequer se existe, mas adiante...O Homem é sem dúvida o ser mais inteligente que passou pelo nosso planeta. Mas isso não significa que sermos inteligentes seja benéfico em todos os aspectos e apenas traga vantagens. Temos a capacidade de moldar o mundo à nossa escolha. Só que seja por ingenuidade ou mesmo maldade nem sempre fazemos o que está certo. Embora tenhamos sempre presente que podemos criar sempre coisas novas nem sempre têem o melhor propósito. Poluímos mares, fazemos desaparecer espécies de animais, criamos guerras inconsistentes provenientes de ideologias baratas e despropositadas, bem como esgotamos lentamente recursos para termos maiores índices de conforto. Em poucas palavras, pode-se dizer que o maior problema do homem é o próprio homem.

Reparem que mais cedo ou mais tarde devido aos problemas que nós próprios com o tempo criamos iremos ser nós a causa da nossa extinção. Acontece que o nosso planeta tem capacidade em termos de recursos para albergar apenas cerca de metade da nossa população actualmente. Qual a consequência directa disso? Sucede que em diversos países a fome e a miséria tendem a crescer e cada vez menos existem soluções capazes de ser eficazes. É obvio que existem ajudas externas, ainda que poucas. Só que devido ao baixo nível de conhecimentos desses mesmos países, muitas vezes o modo de gerir as ajudas não é dos melhores, e depois à custa de más influências dá-se mais importância a futilidades e as coisas ficam no mesmo estado.

Creio acima de tudo que se deveria criar políticas anti-natalistas em diversos países. Já existe em alguns, mas se isso fosse seguido realmente à risca em vez de se pagar uma sobretaxa para cada filho para além dos que se podia ter as coisas seriam outras. A população mundial a meu ver tem de decrescer. Não pode haver países que possuem um quinto da população mundial, como a China ou Índia. É ridículo, com menos pessoas existiria a hipótese de repartir os bens de melhor forma e haver mais bem-estar entre todos.

Veja-se mesmo o caso concreto de Portugal, que possui cerca de dez milhões de habitantes, que comparando com a Finlândia que tem cerca de quatro, tendo um território bem maior. O que acontece nesse país? São mais organizados, possuem melhores salários e mais riqueza a praticamente todos os níveis. Outro exemplo: Suiça, o tal país do chocolate nestlé. Muito mais pequeno que portugal, e ainda assim muito mais rico. Não pretendo falar mais do caso português, apenas pretendo destacar que se com todas as nossas capacidades podia-se realmente pensar em como dobrar a situação de crise que vivemos actualmente, com cada vez mais problemas e doenças a virem à tona da água. Somos capazes, mas muitas vezes não estamos para aí virados, é típico do ser humano...

8 comentários:

Alexandre disse...

Eu sempre disse que no dia em que a espécie humana desaparecer - e já não faltarão muitos anos - a Terra respirará de alívio!

Os humanos não vieram trazer nenhum valor acrescentado à Terra, só alteração e destruição e auto-destruição, que raio de espécie havíamos de ser!

Prescinda-se dos humanos mas... deixem algumas humanas, por favor! E já agora os putos porreiros também!

Um abração!!!!

Andreia do Flautim disse...

Pois é, somos o nosso pior inimigo!
A china com tantos bebés a nascer e nós sem nenhum... É triste!

wiLey_Lewis disse...

Existem sempre medidas para diminuir a poluição industrial, que é inevitável.
O preocupante é quando essas medidas não são tomadas.
Em casa existem pessoas casmurras e preguiçosas o suficiente para não separarem o lixo, optarem por produtos sem CFC´s como alternativa, se elas existirem e não desligarem as torneiras enquanto ensaboam as mãos, só para dar alguns exemplos. São pequenos gestos que fazem toda a diferença.
Em relação às políticas de anti-natalidade, na China por exemplo, são muitíssimo rigorosas.
Se um casal tiver mais que uma filha, tem que a dar para adopção, e se fosse sempre assim nem era mau... O pior são as outras medidas ainda mais extremistas que os chineses adoptam.

Bom post []

rui disse...

Olá João

Fantástico o teu raciocínio, a facilidade e a clareza com que expões este tema!

Grande abraço

White_Fox disse...

Basta o bush desaparecer para isto melhorar um pouco! LoL. E a muitos níveis.
Por acaso até gostava de ir à Finlândia! Acho que vou, vejo e fico logo lá. E ainda arranjo uma finlandesa toda boa. Eheh.
E sim, já estive por duas vezes na Suíça e eles têm excelentes condições em vários sectores. As gajas é que não são lá mt giras (pelo menos para onde fui), mas tb não se pode ter tudo!
abraço

Jedi Master Atomic disse...

"...É obvio que existem ajudas externas..."
RE: Chiça, por momentos pensei que te estavas a referir a extra-terrestres...uuuuffffff

Quanto ao tema do post: O teu raciocinio é correcto e ainda te faltou falar no aquecimento global do planeta. Como o Al Gore tão bem já demonstrou no "Verdade inconveniente", o nosso planeta está a começar a ficar "preso por fios".

Irei fazer um post sobre este assunto hoje à noite, tanto que um colega meu disse-me uma cena que me deixou arrepiado.

PS: Eu sou daqueles que acredita no ser humano e que temos capacidade de nos salvar. Só falta é incutir vontade nas pessoas.

Lu.a disse...

Mas qual é a piada da Terra sem nós??!!

Anne disse...

A populaçao mundial tem que decrescer,e nos paises mais desenvolvidos essa é uma tendência em clara ascensão.
Agora poe-se um problema grave nesses mesmos países (finanças, para variar), não havendo população activa suficiente para pagar as reformas através dos seus impostos, as finanças estatais entram em declínio.
As soluções? Sobrecarregar a pop. activa de impostos para equilibrar as coisas (o q leva a uma ainda maior diminuição da natalidade, por falta de condições), a bancarrota do estado ou o fim da segurança social. À taxista, "é um problema bicudo".