quarta-feira, 23 de abril de 2008

A tasca do jimbelé e sua influência com o futuro da nação

Certo dia deu-me na cabeça e fui vender sandes de carne assada para uma discoteca tocando ferrinhos para as vendas começarem a disparar. Não passou de um pensamento, tive pena... Embora possa acreditar que o modelo de venda pudesse ter sucesso, a verdade é que ir para o mato apanhar conquilhas é algo mais sugerível quando não se tem nada para fazer e tem-se o desejo de fazer algo impossível e consideravelmente estúpido...

Mas não nos podemos iludir. Já ouvi gente a dizer que o mel nasce dos marmeleiros ou que um animal chamado Alberto João Jardim é o maior, portanto existem casos e casos. Confesso que eu mesmo tenho as minhas pancas. Não é muito comum cair da cama duas vezes seguidas em dois dias consecutivos. Talvez um pesadelo as tenha proporcionado. De qualquer das formas, proporcionou-me um belo acordar com as beiças a varrer o chão...

Não costumo sonhar, tenho mais que fazer, no fim das contas ressonar alto para ninguém dormir é prestar serviço à comunidade onde se vive não é verdade? Se considerarmos um sonho como um projecto para a vida o caso já muda de figura. Toda a gente é sonhadora. Há quem sonhe em ser a pessoa mais rica do mundo, e acaba-se por montar uma tenda de farturas... Pessoalmente não possuo nenhum sonho em especial, é que ser rico é demasiado insípido ou surreal como desejo, e quanto maior é o voo maior é a queda, e depois o amuo é demasiado grande para ser encarado.

Depois há aquela mania de dizer que o dinheiro não traz felicidade. Uma porra! Não depende do dinheiro, depende da personalidade de cada pessoa. É que com felicidade depreende-se que é ficar com a pessoa de quem se gosta. Depende do feitio, la está. Há quem possa ser feliz com as amizades que faz ao longo da vida, e pretende ser mais egoísta nesse aspecto, ou seja, dedicar-se mais a si próprio e marimbar-se para tudo o resto nesse aspecto... É que ter uma família dá trabalho. Perde-se espaço. Perde-se liberdade. Perde-se juventude. Perde-se...dinheiro. Ganha-se algumas coisas interessantes. Ganha-se sexo grátis, os bordéis perdem dinheiro, se bem que não seja totalmente paralela essa relação... Ganha-se mais algumas coisitas claro...Ganha-se a tão desejada felicidade. Só que é felicidade em que em 90% dos casos tem prazo de validade. Três anos é o costume. O resto opta-se pela atitude do deixa andar e o tempo vai passando cada vez mais rápido, e mais tarde a descendência que faça o mesmo e assim fica consumado o chamado ciclo de vida...

4 comentários:

Andreia do Flautim disse...

O dinheiro pode não trazer felicidade, mas ajuda bem!

Anne disse...

A felicidade tom prazo de validade, sem dúvida. Cabe-nos a nós reinventá-la.
Gostei muito deste teu parágrafo, de verdade..

White_Fox disse...

Isto é tudo uma questão de gestão, quer seja de dinheiro ou de relacionamentos.
O dinheiro não traz felicidade directamente, mas ajuda, e muito, a construir essa felicidade. E aí, mais uma vez, depende da gestão que cada um faz.
Quanto aos relacionamentos é a mesma coisa. Há pessoas que sentem-se muito bem sozinhas e outras que só estão bem quando estão acompanhadas. E aí o dinheiro pode ajudar ou prejudicar o relacionamento...

P.S. - Não podia estar mais de acordo com esta frase: "os bordéis perdem dinheiro, se bem que não seja totalmente paralela essa relação..."

Alien David Sousa disse...

João, fizeste me rir, conseguiste com que me identificasse com muito do que escreveste e...olha e porra: BRILHANTE.

Beijinhos