terça-feira, 25 de novembro de 2008

Natal - Esse grande paraíso para os supermercados

O Natal é aquela época do ano que o pessoal quer ir tudo às compras. Como compras, seria rentável impingirem coisas francamente originais, mas teima-se sempre em comprar uns bons quilos de chocolate e um monte de pares de meias até ao tecto...

As pessoas não são originais. Por exemplo, prenda de natal para a namorada de alguém ou namorado: que tal cinquenta quilos de batatas? Um balde cheiinho de arroz? Um penico roubado da avózinha? Vá lá, é relativamente simples, para quê oferecer relógios, roupa, pares de cuecas brancas, esse artigo lendário que basta um bocado de pó para parecer outra coisa empilhada lá dentro das mesmas....

O natal ao que parece teve ínicio com a famosa história de jesus. O homem nasceu, mais tarde estavam por lá os reis magos, que haviam de ser um bando de bebâdos que andavam perdidos no deserto e pediram hospitalagem, e como na altura não tinham ainda inventado o pé de cabra e não haviam ancinhos ou pedras por perto que aquilo era só areia, lá tiveram de lhes dar abrigo, ao que eles agradeceram com pedaços de pão que tinham no casaco denominado de trapo velho, e os outros lá deram uma bela vinhaça para o puto estar quentinho, o chato é que não havia biberão, teve de ser a empurrar aquilo tudo goela abaixo, com a ajuda de um funil....

Só não percebi na história onde entra o pai natal. Segundo essa história inventada por um clérigo qualquer que porventura o seu negócio de farturas estava a correr lhe mal, lá teve de contar historias para sobreviver, e criou este velhote, que com um fato tremendamente foleiro e que não sabia o que era uma gillette para fazer a barba, (na altura um corta relva também poderia ter dado jeito, mas enfim....), lá ia espalhando magia pelo mundo nesse dia...

A história das renas 'voadoras' também é relativamente interessante. Ao que parece, o mais sugerível era que as mesmas a cada casa que passasse travassem de tal maneira forte, que o pobre senhor lá se estampava no telhado das casas, e muita sorte tinha ele de todas as vezes por não bater com o focinho numa telha qualquer solta no telhado... Ou mesmo levar uma cartuchada em cima, se bem que na altura as fisgas é que deviam de estar em alta cotação no mercado, as balas ainda nem existiam.....

Agora a política é outra. Enche-se a criançada e a malta em geral com chocolate, enfardanço. Depois queixam-se que cada vez mais há crianças obesas mais cedo, pudera, já não bastava o nestum estar com mais açucar, ainda tinha de vir essas....Mas cada um sabe de si, e sei que posso ter ofendido gente mais religiosa, mas aqui eu, que sou agnóstico, estou-me bem a borrifar para essa coisa que se chama de religião, embora esta epoca, por tradição familiar, seja para gastar dinheiro enfim........

8 comentários:

Alien David Sousa disse...

"e os outros lá deram uma bela vinhaça para o puto estar quentinho, o chato é que não havia biberão, teve de ser a empurrar aquilo tudo goela abaixo, com a ajuda de um funil...."

LoooooooooooooooooooooooL

Maravilhoso!!!

Quanto ao Pai Natal tenho de te informar que foi a Coca-Cola quem o inventou. Mas, a tua história é bem mais gira GV! ;)

Beijinhos
p.s não podia estar mais de acordo quanto aos pequenos obesos

DANTE disse...

Tá esquecido o par de peúgas pah!
lollllllllllllll

Um abraço

Tita disse...

obrigado pela visita.
beijos!

Andreia do Flautim disse...

Então não sabes onde entra o pai natal? Tenho de te contar a história de S. Nicolau? Era o velhote que no Natal resolveu distribuir presentes pelos mais necessitados, vem daí a história do pai natal, que na realidade era o S. Nicolau.

Grão Vizir disse...

Alien e Andreia: Está claro que eu sei a historia lol, apenas escrevi aquilo porque tinha de estupificar o assunto em si....:)

Diabólica disse...

"O natal ao que parece teve ínicio com a famosa história de jesus. O homem nasceu, mais tarde estavam por lá os reis magos, que haviam de ser um bando de bebâdos que andavam perdidos no deserto e pediram hospitalagem, e como na altura não tinham ainda inventado o pé de cabra e não haviam ancinhos ou pedras por perto que aquilo era só areia, lá tiveram de lhes dar abrigo, ao que eles agradeceram com pedaços de pão que tinham no casaco denominado de trapo velho, e os outros lá deram uma bela vinhaça para o puto estar quentinho(...)", absolutamente brilhante, loooooooooooooooooooooooooool!

Apenas te esqueces-te do par de meias, que as nossas avozinhas, trazem, ininterruptamente, ano após ano.

E viva o natal!:)))

Beijokas.

Pedro Barata disse...

Gosto desta quadra, pena os verdadeiros valores da mesma estarem diluídos...

Um abraço

Myllana disse...

Acredito que o Natal ja deixou de ser comemorado do seu real significado. O mundo anda tao louco que as pessoas so lembram mesmo de torrar seus tostoes em prendas..
Mas se for guloseimas maravilhosas...ate que eh bom!
:)
Boa semana.