terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Conto de natal

Estamos no Polo Norte. Não estamos, mas supomos estar. Lá no meio das focas e dos ursos esconde-se para lá um velhote gordo e sobejamente conhecido por toda a gente. Sim, falo do pescador de trutas. Este tipo anda para lá perdido e certo dia encontra uma taberna para beber qualquer coisita por causa das sedes. Lá emborca uma garrafinha de martini e, para espanto de todos, desata a correr em direcção a uma tenda vermelha cheia de tubos de cola. Por outras palavras, transforma-se assim no pai natal lá do sítio. A decoração da sua vestimenta de momento nem era das melhores, pois ter cola pelo corpo todo não dá grande jeito para mijar, saltar ou comer empadão, mas ele resolve dar um jeito e chamar o seu irmão anão, colar-lhe sem querer uns pedaços de jornais nas orelhas e sem querer está feito um elfo ajudante.

Anos mais tarde o negócio do peixe andava a correr mal, ao que o seu irmão elfo-das-orelhas-a-cair-aos-bocados (a cola não dura sempre), lá lhe diz para se meterem noutro ramo. Como por aqueles lados não há grande coisa, os primeiros brinquedos a serem feitos foram fisgas e lenços de assoar de gelo. Mas depois evoluíram. Passaram a produzir portanto mais fisgas....

Como aquilo era subsidiado pelo conselho de administração dos lenhadores desempregados do pólo Norte, lá ganharam uns trocos e lá mandaram vir um trenó. Porventura encomendado por alguma marca manhosa tipo Moviflor.....

Como eram peritos a apanhar trutas com os pés, vulgarmente designada arte de bem chutar peixe, valeu lhes mais uma distinção dum sindicato qualquer dos bombeiros lá do pólo Norte e compraram uns cordeis e receberam umas renas, que curiosamente andavam sempre a fumar ganzas...

Acontece que as renas sentiam-se sempre tão leves à pala da droga que voavam. Aliás, qualquer pessoa com aquilo supostamente se sente nas nuvens.... E foi apartir daí que eles saíram do Polo Norte em direcção a Coiso, ou seja, onde as renas decidissem ir por conta própria conforme a dose que tinham apanhado....

Sucede que acabaram por passar pelo vaticano. É que tinham cheirado e portanto ali havia de haver muita....... Quando chegaram o papa estava a ler uma coisa que ele não percebia. Mas também é tipico... Lá ia papando uma bolacha, ou uns croquetes, e ia abrindo a boca. Ao que parece e como ele não percebia o que estava a dizer, disse qualquer coisa como 'Dêem filetes e brinquedos baratuchos para as famílias, não se esqueçam do tintol'.

Depois disto os bispos, que pouco ou nada têem para fazer, lá reuniram isso mas curiosamente todos os pacotes caíram ao rio, e como o pai natal andava ali a pescar sardinhas, pescou as prendas, guardou o vinho tinto para si, e os filetes, deu-lhe 'as fomes' e comeu pelo caminho...

Enquanto ia nas renas a voar pelo mundo, de tão bebâdo e dado o estado das renas, lá foi deixando cair aquilo pelo caminho a casa, e de vez em quando devido à bebida ia caindo chaminé abaixo... Todos os anos, ano após ano, é isto que sucede.

NÃO É MÁGICO O NATAL?!!

Off Topic(que nem é off topic): Agora é a parte do costume. Bom natal para vocês. Que recebam uns quilinhos de meias e de feijão verde! (Estou a brincar ehehe.....)

1 comentário:

DANTE disse...

E o que é que o papa tinha calçado?
Não acredito que tenhas deixado de fora um pormenor assim tão importante pah! lolololololol

Um abraço