quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Recapitular de um filme (pouco) inocente

Os filmes portugueses foram remendados nos últimos anos. Enquanto antes uma pessoa via um filme português a ser anunciado na televisão, a primeira coisa que porventura nos passava pela cabeça era qualquer coisa como 'pode ser que uma pessoa vá ver esta porcaria'. Tivemos um sem número de possibilidades em que podemos ter pensado isso, mas tal como o nosso amigo poeta Camões dizia (Camolas para os amigos): mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Quero com isto dizer que o cinema português atingiu um novo patamar. Não vamos dizer de qualidade, porque filmes de qualidade portugueses existe 'Os Imortais', e muito pouco mais, mas vamos dizer no panorama da inovação.

Hoje em dia, acabou um bocado aquela ideia de fazer filmes baseados na História Portuguesa, até tem vezes que são as próprias novelas que se passam em eras que findaram, ou mesmo algumas séries... Agora os interesses e ideias que passam pelos realizadores portugueses são outros.

Reparem que nos últimos três anos tivemos filmes portugueses com muito sucesso de bilheteira. Em todos eles tínhamos um pârametro comum, se pusermos de parte este recente filme sobre a Amália. Esse clique deve-se a esses três filmes terem algo que qualquer pessoa minimamente vulgar tem seu certo interesse.

Falo do sexo, obviamente. O terceiro filme que falo ainda nem estreou, ou se estreou, foi há muito pouco tempo, e chama-se 'Contrato'.

Se por um lado é um motivo de orgulho para os realizadores portugueses terem finalmente portugueses a ver filmes do seu país, por outro lado demonstra o quão mal que vai a indústria portuguesa, a ter de incluir esse tipo de 'brincadeiras' para ter sucesso. É obvio que diverte ver um filme com esse cariz, já me diverti e até bastante quando foi o 'Padre Amaro' ou o 'Call Girl', mas são filmes todos do mesmo estilo, e ao que deu para perceber, é a única solução para os portugueses irem ver, caso contrário o filme sai um fiasco...

Ao que sugere este novo filme adopta uma postura ligeiramente diferente. Ao que parece é acção à James Bond ou uma cópia qualquer do Hitman, venha o que vier, hei-de ver, mas isto foi apenas aquilo que tenho vindo a constatar desde há uns tempos, ou seja, cinema português sem sexo, não rende para ninguém...

8 comentários:

DANTE disse...

Nem o cinema portugues nem outro qualquer. Seja como for todo o santo filme tem uma carga sexual. Vende é o que interessa.

Um abraço

Pedro Barata disse...

Um conselho: não ver o contrato! Zerinho... Dá para rir um pouco de algumas cenas tão parvas que tem!
Concordo com o que dizes sobre os Imortais.
Abraço

Andreia do Flautim disse...

Eu até gostei do call girl, aquilo era definitivamente uma comédia, e não um filme de sexo como muita gente pensava.

Inês Brito disse...

Podemos sempre tornar Portugal o paraiso dos filmes, não pornográficos, por ser um bocado reles, mas eróticos :P

Bj,
(i)

Nomyia disse...

Dois nomes: Soraia Chaves e Cláudia Vieira.
*****

escarlate.due disse...

o último barrete que enfiei em filmes portugueses foi o crime do padre amaro que tadito do eça quase se revoltou no tumulo e eu quase adormeci na cadeira do cinema

Lu.a disse...

olha...eu simplesmente não vejo filmes portugueses, não vi o Crime do Padre Amaro, não vi o Call-Girl (para quê que eu quero ver a Soraia Chaves nua?!)e não tenciono ver o Contrato!

Alien David Sousa disse...

Grão, e deixa-me acrescentar que estão a começar a serem produzidos em massa. Este novo filme do Nicolau foi realizado em menos de 1mês. Isto dito pelo próprio.Não é por nada mas ou os nossos actores e equipas de técnicas são geniais ou o resultado não pode ser por algo do outro mundo. Parece que estou a imaginar os actores a fazerem as cenas todas à primeira, o que é coisa de novela, não de cinema. No cinema é suposto haver tempo para preparar as cenas,para poder repetir, trabalhar melhor o produto enquanto que nas novelas é tudo feito ao primeiro "take". Temo que o nosso cinema se transforme na extenção das nossas novelas.

kisses