quinta-feira, 7 de maio de 2009

A chamuça da morte

E foi naquele momento que eu reparei em ti. Estavas pacientemente à espera que o pombo fizesse de ti a casa-de-banho que nunca ou nem sempre desejaste ser, encostada e embelezada por uma lata de lixo. Foi aí apartir desse momento que fez-se luz. Numa noite sombria e chuvosa é sempre excelente aparecer uma luz que nos faça sentir mais quentes, confortáveis e enriquecidos, aquilo que se sobrepõe geralmente a esta máxima costuma ser a dita luz ser um camião TIR e levar com aquela porra em cima..

Qualquer pessoa perderia os sentidos após tamanha colisão, mas aquele suave, discreto e revitalizador aroma a batata podre vindo da lata de lixo acordou-me. Surpreendemente escapei ileso. Tirei-te do inferno e guardei-te no bolso. Por entre as brumas de nevoeiro cerrado reparei que se encontrava um restaurante mesmo na minha direcção. Entrei e descobri o mistério que sucedera com aquele nevoeiro repentino, tratava-se pois de um monte de sardinhas assadas que por ali estavam a fazer. Ao lado deparei-me com um saco cheio de latas de sardinha da marca bom petisco vazias..

Muita gente debatia o porquê de ter sido o porco a apanhar a maldita febre, porque, como eles diziam, a malta queria febras e não febre...

Tentei não ser mais um bebâdo porque eu mesmo me encontrava destroçado com a situação. Acabei por me sentar num cadeira. Havia o chão, mas eu sempre achei mais piada a cadeiras, o chão não rende e assim um gajo não se arrepende...

Continua...

2 comentários:

Inês Brito disse...

Ai..tens de continuar mesmo! Fartei-me de rir xD

Só tu pah!

Bj,
(i)

Pedro Barata disse...

Muito bom, João! :)