quinta-feira, 9 de julho de 2009

A chamuça da morte III

A montanha que se avistava ao longe era enorme, até maior que um ferro de passar roupa. Muitas aves por lá pairavam, como se de um monta de milho se tratasse. Mais tarde viria a saber que aquilo não eram aves, mas sim aviões de papel...

Tudo aquilo me parecia perfeitamente legítimo de suceder. Só tive pena de não haver uma indicação do melhor caminho a seguir para atravessar a montanha, que é como quem diz, não havia rasto de amendoins em lado nenhum, e por aí fiquei sinceramente chateado, porque se alguém vivesse para aqueles lados e tivesse religião, verdade seja dita amendoins e vinho tinto devia constar como placas de sinalização...

Em termos curativos, essa pomadinha chamada tintol até a gripe A cura, e é essencial para o pequeno almoço quando não há leite nem chá em casa...Mas adiante.

Pelos montes e vales carregados de nêsperas e kiwis maduros, razão pela qual lá se viam uns quantos mancebos de um lado para o outro nervosos por não se encontrar uma casa de banho por perto. A solução passou pela toca do coelho amigo que por ali andava com coceira...

Até que apareceu um pedinte de copos de água. Sob um olhar de esguelha lá questionou se não tinha visto uma zebra a arrotar galinhas. A chamuça subitamente começou a tremer no bolso, e foi como um sinal para eu avançar sem lhe dizer nada, embora aquela conversa tenha sido produtiva, porque a quantidade de gafanhotos que ele me atirou à tromba não é daquelas coisas que sugere um gajo esboçar um sorriso de dente amarelado....

Continua...

2 comentários:

Nanny disse...

LOL

Se havia tantas nêsperas maduras, podiam ao menos ter espalhado uns caroços no caminho, assim à laia de rasto...

:P

Inês Brito disse...

E a seguir?? Esta saga vai virar best-seller!

Bj,
(i)