sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A chamuça da morte IV

O pedinte de copos de água tinha-me derrubado. Caí por cima de um sempre caloroso e macio chão carregado de roseiras. Após uns quantos uivos olhei para a minha garrafinha de tintol de emergência e dei-lhe de beber uns quantos golos. Como ele não queria abrir a boca lá tive de tirar o funil do saco de plástico minipreço. Sentiu-se francamente revigorado depois. Transformei-o assim num pedinte de copos de vinto tinto...

Depois daquele rebuliço reparei na chamuça, que brilhava de igual modo a quando os nossos olhos o fazem se o almoço for entremeada grelhada... Ao que parece a chamuça tinha criado assim do nada um mapa, e dizia no fim do mesmo que depois de ir a esse sítio já saberia mais informações sobre o meu destino...

Parece clichê idiota? Tenham calma, o sitio que o mapa me levava era um albergue, o que me proporcionou um largo sorriso nas beiças. Aquilo, a bem dizer, não era um albergue igual aos que tinha passado anteriormente. Sucede que a casa-de-banho tinha sanita! E mais: ali não havia quem bebesse cerveja em baldes por já não haver copos... naquela maravilha era partir logo para alguidares, baldes era só para bebés em dias de baptismos católicos!

Mas passando a coisas sérias. Lá me guiaram para uma sala e chegou um tipo carregado com um garrafão de vinho. Tratava-se do gajo que possuía a palavra-passe dos tempos modernos. Acontece que bebeu o vinho todo, caiu redondo no chão, e devido ao impacto uma porta secreta abriu-se dentro do roupeiro onde guardavam arados e framboesas...

A entrada era escura, e muita coisa sinistra aparecia logo à entrada, como era o caso de cachos de cebola e de formigas empalhadas que por ali estavam coladas ao tecto... Até que entrei numa sala com aspecto mais normal - possuía uma janela com vista para tijolos - uma vez que se tratava de estar num piso -20. Até cheguei rápido uma vez que andei a rebolar pelo meio de pedregulhos e alfinetes que se encontravam no caminho secreto...

Ali encontrei um faquir com aspecto de quem sabia bem a tabuada do um. Segundo uma terceira pessoa que apareceu na sala este tratava-se do seu grande chefe Patas de Urso... E não, não era índio, era chinês, media 2,34m e calçava o número 36....

Continua...

2 comentários:

Inês Brito disse...

Ainda estou para ver a razão que dá o nome ao título xD

Bj,
(i)

PB disse...

Fico à espera do resto.

Bom fds

Abraço