sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Hearts and thoughts they fade, fade away

Por vezes conseguimos nos chatear com nós próprios de uma maneira tal que ficamos realmente comovidos com a nossa insensatez. Parece que o pessimismo é para nós como as carraças num cão abandonado...

Ao longo dos tempos temos cada vez maior percepção e experiência e podemos até fazer suposições sobre o que vai ou não acontecer, mas por vezes seria bom que em certas pessoas esse excesso de consciência não existisse. Chega a ser realmente irritante. Um gajo tenta-se soltar (no bom sentido da palavra claro), mas por vezes em alguns momentos cruciais não sai uma palavra minimamente decente da boca.

E depois há aquele 'não sei quê' que diz que o silêncio vale ouro. Uma porra! E também não deixa de ser verdade, num funeral nunca calha bem dizer a um familiar da vitima qualquer coisa como 'Este é um dos dias mais felizes da minha vida', mas há outras em que por falta de uma ou outra palavra chegamos a casa chateados, com sua certa vontade de partir a parede à cabeçada! (se bem que neste caso a cabeça costuma ser quem mais sofre e a parede a que mais se diverte...)

É realmente curioso como conseguimos ter conversas estupidas, mas ao mesmo tempo interessantes com algumas pessoas, mas com outras ficamos acanhados e cabisbaixos, do género 'O que é que eu lhe hei de dizer caramba'. É que existe pessoas em que conseguimos uma empatia instantânea e outras que por muito que gostássemos de criar isso, essa parte por vezes fica muito difícil, e depois, pela nossa natureza de estar na vida, acabamos por não conseguir mudar...

Realmente há coisa mais desprezível e agradável ao mesmo tempo do que gostar de alguém?...Francamente, eu que sou um borrego miserável que nem sei lidar com isto pois já sou azarado com as que escolho gostar, e depois calha-me sempre mais uma rapariga que há partida é difícil de dar em alguma coisa.....

3 comentários:

Lu.a disse...

UI...! Tás com uma paixoneta?? :))

Alien David Sousa disse...

João, gostei muito deste teu texto porque basicamente tu perguntas e respondes. A palavra chave é empatia mas existe outra "quimica", não te a sei difinir mas já a senti inumeras vezes. São aquelas pessoas que quando nos tocam parece que levamos um choque,o nosso coração bate mais depressa.
Não podemos ter empatia por toda a gente que nos rodeia, é aquela história; nem toda a gente pode gostar de nós e o mesmo se passa connosco.
Por vezes conhecemos uma pessoa num dia e parece que já a conhecemos há anos, outras que conhecemos há anos nunca tivemos uma verdadeira conversa. Daí eu achar que o teu texto está bem construido.A vida é assim mesmo.
bjs

PB disse...

Haja confiança. Que atitude negativa, João... Pensamento positivo, rapaz.

Um abraço e vê o teu português ;)