segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012-2013

E assim termina mais um ano. Assim rápido. Demasiado pequenos são os anos, está mal. Este que vem a nível social ainda há de ser pior, muita gente aprendeu que não quer ser amiga do Gaspar, ninguém conseguiu arranjar lá grande piedade pelo senhor que parece que não dorme há anos a fio, tal é as olheiras com que aparece todos os dias...

Não deixa de ser irónico como na maioria dos países que pediram ajuda financeira, como Portugal, o quadro económico mostre um contraste tão grande entre aquilo que é a opinião social do país em questão e a opinião do FMI ou os países da União Europeia mais influentes, caso da Alemanha. Estes últimos dizem que estamos no bom caminho, quando em 2013 é particularmente propício a que haja ainda maior revolta popular, manifestações e greves, e a questão das exportações, que contraíram a partir de Setembro devido à greve dos estivadores ainda não estar resolvida. No privado cada vez se corta mais pessoal e acrescenta-se ainda mais trabalho aos que ficam, aumenta-se cargas horárias neste novo ano pelo acordo de retirar certos feriados religiosos do mapa pelo período, se não me engano, de 5 anos...

Não é que se diga que a maioria das reformas estruturais que se fizeram neste ano não fizessem falta. No caso da educação, é óbvio que é inconcebível e caro existirem escolas com apenas cerca de dez alunos, logo a 'fusão' de escolas de certa maneira faz todo o sentido. No entanto, e embora com o aumento das proprinas nas faculdades públicas,  pode-se dizer que o Estado esteja ainda assim a gastar muito com os alunos que nesta altura tenham como melhor solução emigrar, o investimento do Estado não sai recompensado, e não é com programas como o Impulso Jovem que à partida isto vai para a frente, visto que isso foi uma medida para segurar (que a bem dizer não segura muito) o estado actual do desemprego jovem, não foi uma medida de futuro, já que é para jovens inscritos em centros de emprego que há mais de 6 meses não têm trabalho, e fazem formações ou trabalham durante algum tempo, mas não é para ficar, na grande maioria dos casos, a título definitivo...

No caso da saúde, cortou-se algumas partes dos subsídios a reformados e, com o aumento da idade da reforma para os 65 anos em 2013, o estímulo do Estado é trabalhar até 'quinar'. Se bem que aqui nem se pode dizer grande coisa, já que há muitos países europeus em que é até essa idade. Este ano já se viu os aumentos nas consultas de urgência, e actualmente até já há quem prefira ir a hospitais privados que os públicos, por saírem mais baratos em algumas situações...

Em suma, 2012 foi um ponto de viragem e o ano que vem aí não será melhor, vamos ver como nos aguentamos....

2 comentários:

Mary Jane disse...

Estás a estudar Ciência Política? O teu balanço é um balanço político :P Ou gostas só de te esconder a ti? :)

João disse...

Ciência política nem pensar, estudei economia :)...

Eu sou discreto, é verdade. Mas não quer dizer que de vez em quando não tenha já escrito algo mais pessoal...