quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O outro lado da aprendizagem

Toda a gente tem professores que consideramos melhores que outros. Até há pessoal algo bizarro a ensinar, e os que parece que sabem menos que os próprios alunos...

Nos tempos de estudante deparei-me com alguns casos relativamente idiotas. Alguns dos momentos mais cómicos até foram antes do 10ºano. Para começar, a primeira vez que me lembro de suceder algo estranho dentro da sala de aula até se passou comigo, e neste caso, até protagonizei um momento pouco comum, mesmo fora de aulas.

 Estava eu nas belas aulas de inglês (a única cadeira que felizmente nunca tive de estudar para tirar boas notas), bom tempo, a professora a explicar já não sei o quê como é óbvio, e eu, sempre sentado nas últimas cadeiras das salas de aula, dou um arroto que me durou de certeza mais de três segundos, numa altura em que nem sabia arrotar. Cedo percebi que aquilo não fazia propriamente parte dum plano brilhante, mas saiu-me. Logo fiquei um bocado embaraçado, ali a pedir desculpas e a implorar que fossem aceites, toda a gente a rir, e a professora com aquele belo ar do tipo ''isto não aconteceu, isto não aconteceu!''......

Foi um momento inesquecível. Ao fim ao cabo tanto os bons como os maus momentos podem ser inesquecíveis...

Por volta dos mesmos anos sucederam mais duas situações curiosas. Certo dia estava eu na aula de matemática e tinha uma professora incrivelmente baixa. Daquelas que não é anã, mas anda lá perto. Como é costume nas aulas desta cadeira, estávamos lá nós a fazer exercícios. Ou melhor, uns a fazer, outros a olhar para o ar, e mais uns quantos a fingir que fazem, que é uma técnica que apenas exige um lápis, borracha, e folha com apenas um exercício feito e o resto que se lixe.

Mas adiante. Andava lá a professora a passar pelas mesas, e chegando ao fundo da sala, onde era costume sentar-me,  foi aí que, sem fazer barulho, manda uma granada de cheiro para cima da gente, vulgarmente designado de flatulência. A senhora era pequena e franzina mas parecia comer feijão todos os dias apre....

Tanto foi, que isto sucedeu mais que uma vez... O último caso também envolve o mesmo tipo de assunto, mas aqui era o meu colega do lado. Esta espécie de doninha então marimbava-se se passava um professor por ele ou se alguém poderia levar com aquilo em cima. Às vezes estava eu ali completamente a morrer e via pessoal sentado nas mesas da frente, virarem-se para trás com olhar de esguelha...chegou ao ponto de um professor farejar qualquer coisa podre, ficar com aquele olhar confuso, e eu ali naquela do 'tirem-me daqui porra'.......

Estas foram as situações que me recordo durante o secundário, há mais umas quantas na faculdade, que fica para outra vez...

4 comentários:

Tétisq disse...

grandes experiências...
eu tive um professor de ciências no 5ºano que era médico estomatologista e dava consultas a meio das aulas...mandava buscar uma colher ao refeitório e observava as gargantas e os dentes aos amigos das empregadas e outros que iam interrompendo a aula...

Mary Jane disse...

Inglês e Português no meu caso eram as únicas a que tinha esse dom de sorver informação de tal forma que precisava de muito, muito pouco antes das avaliações.

Falar de arrotos, flatulência... Tens a certeza que tens a minha idade? ;) Espero que se deva ao facto de estes episódios estarem situados ali no secundário.

João disse...

Tetis: Quase que vos convinha ficarem doentes para não pagarem consultas :)


MJ:Eu a português cheguei a ir para a aula e ser teste sem saber de nada durante uns bons 3 anos, isto de vez em quando acontecia-me, mas também ia dando para passar, só a partir do 10ºano é que tive de estar mais atento a isso...

Quanto ao resto, se leres a descrição do meu blog percebes que isto não tem propriamente a ver com a idade, 'escrever sobre assuntos que não interessam a ninguém', e como dizia, qualquer dia 'insisto' neste tipo de tretas lol...

Mary Jane disse...

Pst, pessoa que não tem e-mail directamente acessível, envia-me um, preciso de falar contigo!