segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Depois da tempestade...

Depois de algum tempo num daqueles períodos de indefinição quanto a trabalho, o pior (talvez) já tenha passado. Desde setembro do ano passado passei por aquela bela fase dum jovem que quer ter o primeiro emprego. Período esse caracterizado por algum desalento pela falta de chamadas para entrevistas apesar de ter mandado para tudo quanto era sítio relativamente à minha área.

Sucede que há um mês, sensivelmente, lá me apareceu um estágio, que ainda hoje continuo a fazer, e de que tenho gostado bastante. Até me melhora a saúde, visto que ter de levantar cedo, quando se ganha estaleca até se faz bem, convenhamos...

E hoje tive um telefonema para uma entrevista. Passei por algumas fases de selecção em que lá acabei por nem ser seleccionado para a entrevista propriamente dita, que é daquelas situações que põe um sorriso estampado na cara equivalente a quando nos estampamos contra uma suave parede de tijolos...

Pode ser que sim...pode ser que não. Só espero que simpatizem com o meu focinho, desde que não seja para me encher de murros....

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Gira o disco e toca o mesmo

O povo português está descontente. É legítimo. Agora não percebo porque sempre que aparece um ministro num sítio qualquer tem de aparecer um grupo a cantar a musica do Zeca Afonso. Que eles são um camadão de rouxinóis já a gente sabe, aliás, são daqueles que nem a letra da música sabem, mas já aborrece saber de notícias relacionadas com grupos de protesto que se põe com esta cantiga.

É que tudo o que deixa de ser novidade cai mais depressa na indiferença. E ainda há algo que se chama de protesto inteligente, ou seja, quando cantaram a primeira vez, até se pode achar que reúne consenso de acordo com a realidade que o país vive actualmente, mas tudo o que é demais farta!...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Chove chuva...chove sem parar

Está aquele tempo maravilhoso para quem ainda tem de sair de casa. Bendita vida a minha, ainda por cima daqui a um bocado começa o benfica e eu vou ficar a arder, não vou poder ver....

Isto é grave. Gravíssimo... Já não se pode enervar a ver um jogo de futebol. Em contrapartida vou-me enervar com a bela da chuva. O que vale é que podemos ter os mesmos tipos de sensações com coisas diferentes, pode-se dizer que somos versáteis com tudo aquilo que nos pode pôr de 'trombas' até ao chão...

Mas que raio de serão do mais agradável que há. Daqueles equiparáveis a quando somos atingidos com um tijolo nas patas e lá ouvimos um 'desculpe foi engano, a mosca fugiu'.....

E no anúncio ainda dizem para ir ao pingo doce...mas que maravilha!...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A nostalgia dos jogos

Há já algum tempo que não pegava na minha consola doméstica. Nem chego a perceber porquê, mas a magia dos jogos de vídeo parece que passou há uns tempos. Não que não divirta jogar de vez em quando, mas seja por falta de paciência ou quebra de entusiasmo os momentos que se passa a jogar já são muito escassos.

Sou daquela geração que começou com MegaDrive II (a primeira consola doméstica fica no coração!), Gameboy original, playstations e xbox. Tive todas estas menos as playstations. No caso da velhinha megadrive II tive o prazer de 'desenterrar' a consola há uns cinco anos atrás, e ainda hoje ela funciona. Por uma questão de nostalgia nunca vendi nenhuma ao contrário de algumas pessoas que conheço, e todas ainda funcionam. É muito engraçado voltar a jogar aqueles jogos que tanto animavam quando se era mais pequeno.






Hoje, a xbox 360 ainda confere divertimento de tempos a tempos, mas é natural que já não seja a mesma coisa. A malta cresce, infelizmente...

Tive sorte de crescer numa altura em que o mercado das consolas deu passos sólidos no mercado, ao mesmo tempo que ainda se brincava bastante com jogos de tabuleiro. O clássico monopoly. Ou aquele jogo familiar como é exemplo o 'traga-bolas' ou o 1 contra 1 do mastermind...




 Se calhar as crianças hoje já não fazem ideia que jogos eram estes......

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Hitchin' a ride

O dia de ontem foi especial para muita gente. Costuma-se dizer que quem não tem par está encalhado, e acho errado se dizer isso. Há vantagens em estar livre. Não é  por nada que geralmente se diz 'livre e desimpedido/a', ao fim ao cabo não temos de dar justificações a ninguém, podemos pensar mais em nós próprios.

E depois há sempre a questão das datas. Falha-se uma data especial e já vai tudo abaixo (embora com razão para tal). É-se obrigado a passear para tudo quanto é sítio que passa às claras que é romântico, obrigado a comer gelados e há chatice se alguma vez não se concorda com a amada. Diz-se que o homem é mais básico que a mulher, e é correcto, mas não significa que apenas sabemos dizer a palavra 'sim, está bem' a cada pergunta....

Confesso que gosto de ter o meu espaço, e já me lixei à pala disso. Confesso que sou distraído às vezes, e já me lixei à pala disso.

Aprendi com isso. Mas também aprendi a me resguardar mais. Aprende-se que nem sempre temos de levar tudo à nossa maneira e, ao fim ao cabo a vida é um conjunto de escolhas acertadas e erradas. Aliás, muitas vezes temos de começar pelas erradas para depois fazermos as certas.

É uma questão de feitios, possivelmente. Às vezes com uma ou outra pessoa há uma amizade muito grande, mas se fosse para passar isso para outro nível saía uma desgraça. Há casos de pessoas que nada têm a ver uma com a outra e conseguem, de certa maneira, se completar. Parece que pessoas com um modo de ser muito semelhante estão talhadas para não resultarem, talvez sintam que a outra pessoa seja insípida por não fazer algo que não está à espera ou que nada tenha a ver com ela, não faço ideia....

Dizem que o ser humano é complexo. Principalmente se os compararmos com os animais irracionais. E de facto somos. Esses só precisam de andar à porrada e/ou fazer danças de acasalamento(digamos que é a parte burocrática para eles), e está feito. A gente é todo um processo mais aprofundado....

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

São dez, podem vir mais cinco que há tempo

Há algum tempo certamente ouviram falar dum caso duma mulher que tinha ficado sem seis dos seus dez filhos. Isto é um caso, no mínimo, estranho. Não pela segurança social lhe ter retirado quase metade dos filhos, mas pela idade da pessoa em questão...

Hoje li que tinha trinta e quatro anos. Tudo bem, mas dez filhos?!! Sabe-se que há pessoal que não sabe o que é um preservativo. E há pessoas que gostam de ter uma família grande e existem boas condições para tal, ainda que dez filhos seja um número que actualmente no assunto em questão já não se 'usa'....

Mas a questão das condições é que esbarra nisto. Um casal com dois filhos e um rendimento conjunto na ordem dos 2000-2200 euros aguenta satisfatoriamente as despesas que daí advém, mas agora com dez filhos das duas uma: ou o casal tem um excelente emprego a nível monetário cada um, ou então tem a segurança social à perna....

Até porque pelo que se percebeu, eram quase todos, se não todos, menores de idade. E depois fazem um banzé de todo o tamanho quando a culpa é toda deste casal em questão. Dar à luz é obra, mas há que ver quanto é que depois isso cobra....

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bom tempo de carnaval

É estranho pensar que o Carnaval tem a sua origem na Igreja católica. Não que seja época para pedinchar bom tempo, mas verdade seja dita, cá em Portugal raro é o carnaval em que nos dias das paradas não chove.

Já fui ver a algumas cidades os desfiles. Antes era mais frequente passar carnavais no algarve, e o de Loulé recordo-me. Recordo-me que foi há cerca de 8 anos, e dessa recordação propriamente dita, é tudo o que sei. Vá, havia gente a passear. Existia certamente mulheres quase completamente descascadas. E chovia alguma coisa. Não sei porquê, mas talvez fosse essa a razão para algumas das moças da parada não terem uma cara lá muito alegre. Ou então queriam um bollicao e ninguém lhes dava....

Outro que me recordo foi o de Almada. Que vi duas ou três vezes. Curiosidade das curiosidades, estava a chover. Desta vez tive sorte, encontrava-me abrigado. A malta do desfile que se lixe, uma vez mais, portanto....

 Passaram os anos. Há pelo menos 4 anos que não vou ver paradas. Há pelo menos 4 anos que não apanho chuva. Dessa maneira. Fico feliz por isso. E indiferente pelo resto...

Por fim, umas questões: diz-se que no 'carnaval ninguém leva a mal'. Será que alguém leva a mal desfilar à chuva? Com frio e sem bagaço para esse combate? Não sei se acredito nesse lema, andam aí a enganar a malta...


sábado, 9 de fevereiro de 2013

O que é nacional é bom!.....

Mudar de canal na televisão permite recordar certos programas que não fizeram parte da nossa adolescência. Parece um paradoxo dizer isto, mas a verdade é que ver a tvi a passar a série do 'inspector max', uma série de 2003 ou 2004, que já repetiu umas cem vezes, é de valor passar um atestado de estupidez ao director da programação da tvi. É que aqui, a expressão 'recordar é viver' equivale a um 'vão lá para o c...'! ....

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Daysleeper

Uma coisa que sempre achei curioso foi a capacidade dum ser humano estar acordado e a dormir ao mesmo tempo. Quantas vezes já eu me vi naquela situação de acordar, ir tomar o pequeno almoço, e mesmo depois disso sentir uma moleza descomunal. Há remédio para isso, chama-se lavar a cara, ou tomar um duche, mas verdade seja dita, num sábado ou domingo, dias em que a lanzudice marca presença raro é o dia em que apetece ir logo para o duche. É bom e sabe muito bem voltar para a cama depois do pequeno almoço, e ainda mais em dias que chove a potes ou que faça um frio que congela...

E ainda que uma pessoa fique a pé, o cérebro parece que raciocina a pilhas. Daquelas completamente gastas... Situações do género ''então e onde está a chávena?'', ''estás mesmo a dormir, estás com ela na mão'' ou levar com a porta do armário da cozinha na cabeça sem querer são típicas...

E são esse tipo de situações que é a própria natureza das coisas a soar o alarme para acordarmos para a vida. Embora no caso da porta do armário pudesse doer menos...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Estágio

Por estes dias lá comecei eu um estágio mais ou menos na minha área. Está a ser porreiro, sempre vou adicionando mais qualquer coisa a um currículo incrivelmente invejável, que é como quem diz, não é propriamente um par de folhas em branco, mas anda lá perto...

E a partir de agora que a força esteja comigo...por favor!!...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Isto hoje é rápido

Maravilha, um sol descomunal, um frio desgraçado na rua!....

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A chamuça da morte VI

Decidi reactivar uma história que de brilhante tem pouco. A saga esteve parada dois anos e meio e hoje, a reler os antigos posts sobre isto quis dar uma continuação, só não é de esperar é uma conclusão tão cedo...quanto aos antigos posts da história estão visíveis na  etiqueta em baixo...


O vendedor de pneus transformou-se num lobo. Não que se tivesse transformado nesse animal, propriamente dito. Foi mais do uivo que soltou quando a chamuça ficou colada à sua testa. Sucede que a chamuça tinha um péssimo hábito de pensar que era uma fatia de pão, e colocava-se na minha torradeira formato Lego muitas vezes. E eu também tinha o péssimo hábito de atear fogo àquela porra...

Passado algum tempo o chefe Patas de Urso voltou a ir ter comigo, quando acabou o seu programa favorito, para me dizer que todas as questões sobre a chamuça se encontravam numa aldeia situada no mar. Eu desconfiei dele, e aproveitei para lhe relatar que ia me queixar ao bastonário da ordem dos estúpidos, uma vez que eu queria era saber as respostas, as questões ia inventado pelo caminho. Caminho esse que não sabia propriamente qual era...

- A Atlântida fica para ali. - disse o chefe. Não apontou o dedo para lado nenhum, estava de braços cruzados, olhos fechados...
- Chefe, diga-me mais qualquer coisa...
- Seja. Tu sabes onde é, guia-te pelo cheiro do mar...
- Quer dizer, está aqui um cheiro a feijão verde do caraças e acha que vou lá à pala desse cheiro?...
- Então apanha ali a auto-estrada que vai dar à ilha da Páscoa. Isso fica lá para esses lados, depois perguntas o resto...

Antes de me pôr a caminho apareceu o tal faquir que sabia a tabuada do um. Disse-me o seu nome ''Faquir', e deu-me um queijo e uma prancha de surf de ferro. Pelo que percebi, para proteger melhor dos ataques dos tubarões, e para me queimar as patas quando me pusesse em cima daquilo, em dias em que estar quarenta graus era um dia fresquinho, no mar alto...

Continua...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Dignidade

Parece que cada vez que o presidente do BPI abre a boca, regra geral sai sempre algo pior do que palavrões. Li isto hoje. Este tipo tem a estupidez de invocar a capacidade dum sem abrigo de aguentar a austeridade, porque é que o resto das pessoas não aguentam. Que falta de bom senso e dignidade, é incrível...

Falou o presidente do banco que teve lucros de 249 milhões à pala da valorização dos títulos de dívida portuguesa e este senhor de certeza que não irá passar por uma situação familiar difícil.

Para quem não se lembra, este foi o palhaço que, em resposta à pergunta ''Como vão os portugueses aguentar os sacrifícios impostos pela crise?'', respondeu ''Ai aguentam, aguentam', há uns tempos...

É sempre bonito ouvir isto, tratar as pessoas como lixo, material descartável.........