sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Destroçar destroços

Li hoje que um tipo português começou a ser julgado por assassinar a mulher. Pelo que disse, 'matei-a porque não fazia o jantar'. Isto é, sem dúvida, a justificação de um assassinato mais engraçada que já ouvi. É dramático, estúpido até dizer chega, e podemos pensar que até um maluco que tenta cortar tijolos com os dentes é mais normal do que este senhor, mas que é engraçado, é....

Hoje vi o 'Quem quer ser milionário' e pareceu-me bem relatar dois detalhes sobre isto. O primeiro, é que a Manuela Boca Guedes é bem melhor apresentadora do que pivô. A milhas de distância, mesmo. Afinal, sempre nasceu para alguma coisa (no que toca a televisão). A segunda, é que 100000 euros é um bom valor para prémio final. Isto parece uma conclusão brilhante, se eu não tiver cérebro. Se tiver, e como tenho, ainda que às vezes não funcione lá grande coisa, faço um corolário àquilo que disse: 100000 euros é bom, mas será uma pessoa milionária com esse valor?...

Um milionário tem ferraris. Um milionário tem quintas. Até tem sacos de plástico e canetas. Será que esse valor compra tudo isso em grandes quantidades? Excluindo os exemplos estúpidos que dei, o resto que escrevi não me parece....

Já agora, estragaram o programa anti-social, da sic radical. O programa tinha um formato porreiro, mudaram ligeiramente. Tinha apresentadores porreiros (rui Unas e Rita Camarneiro), e saíram esses para colocarem lá o gajo do programa do Aleixo, que sempre foi um programa de lixo (Aleixo-lixo as palavras até são parecidas). Para não variar, o horário daquilo, que começou por ser pelas 23h30, está agora a dar geralmente à 1h, que afasta-me a mim e muito boa gente de ver.

Por último, aula de filosofia. São 25 segundos de filosofia que não se aprende com o Kant ou o Platão. Filosofia da boa. Isto não é sobre futebol, são ensinamentos para a vida. Que classe!








quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Muletas

Após alguns anos vão finalmente julgar João Rendeiro e o resto da corja do BPP. É curioso neste tipo de casos o papel dos advogados.

Como se sabe, os advogados têm uma profissão incrivelmente desprezível. Toda a gente os odeia, uma vez que o seu trabalho é defenderem muitas vezes pessoas que são culpadas e parece que não há nada que prove o contrário, mas por vezes com astúcia (a inteligência é das características típicas dos advogados), lá conseguem dar a volta aos juízes safando o culpado ou reduzindo uma pena que nunca na vida devia ser reduzida...

O estado judicial de Portugal também os ajuda. Este caso por exemplo já se passou há mais de 4 anos e só agora começou o julgamento... O que não há-de falta aí é juízes a fazer favores a troca de favores. E disso é evidente como estes altos banqueiros portugueses conseguem ser tratados mesmo depois de fazerem a porcaria que é costume...

Uma das desculpas de João Rendeiro para a sua plena inocência  é que as pessoas sabiam no que se metiam, na medida que os depósitos que as pessoas faziam vinham com um risco elevado. Uma vez que a taxa de juro que o banco dava era porreira era óbvio que isso iria atrair clientes, se era difícil de aguentar para o banco sobretudo com a vinda da crise depois de 2007 , aí já é outra conversa.

É por este tipo de situações que as pessoas devem fazer cautelas com os seus bens e distribuir o seu dinheiro não por apenas um, mas dois ou três bancos. É que ficar sem nada dizem que não dá muito jeito...

É curioso como os maiores processos-crime dos últimos 10 anos geralmente envolvem sempre bancos, principalmente os de investimentos. Seja porque detêm dinheiro das pessoas e não sabem tomar boas decisões, condicionando os governos muitas vezes (o BPN, BPP ou os bancos da Irlanda foram exemplo disso, já para não falar do Lehmann brothers). E no caso da malta da advocacia, juízes, advogados etc, são eles que fazem as leis e por vezes podem manipulá-las a seu favor e ainda recebem por isso...

Talvez tivéssemos melhores banqueiros no país caso sucedesse o que aconteceu na Irlanda, em que o governo em vez de injectar capital nos bancos falidos, deixou-os falir e os banqueiros foram julgados decentemente... Este ciclo do governo de sempre injectar capitais em bancos é ridículo. Parece que uma fatia do orçamento do governo já se dedica automaticamente a isso mesmo sem existir qualquer obrigação, se excluirmos o banco público, a CGD....

Rendeiro preferiu pedir ao governo, na altura do Socretino, que lhe ajudasse para que o banco não falisse e esse 'Não' vai na volta foi das melhores decisões que esse tipo teve na altura.

Sim, é terrível que muita gente tenha ficado sem poupanças. E sim, o Rendeiro devia ir preso por muitos anos porque é pela certa culpado e se sair disto inocente é mais um caso ridículo, mas agora o governo estar sempre a servir de muleta aos bancos não se pode achar justo e talvez seja por aí também que o país está como está. Favor para aqui, favor para ali, o governo vai gastando recursos no que não era obrigado e coisas tão ou mais importantes vão ficando para trás....

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tira daqui, dali, não reponhas ali, nem acoli...

Há uns anos havia um slogan duma agência de viagens que dizia 'vá para fora cá dentro'. É claro que sai mais barato ir de férias no próprio país do que ir para o estrangeiro, salvo raras excepções de países que o nível de vida não é tão caro, mas quanto a Portugal até parece anedota...

Quantas vezes porventura não se pensa em ir dar uma volta para fora da cidade onde se vive e só não se vai porque sai muito caro em combustível, portagens excluindo a comida?...

As portagens actualmente são das maiores razões para as pessoas pouparem mais, a seguir ao desemprego. Se tivermos em conta que se uma pessoa quiser ir de Lisboa ao Algarve pela auto-estrada paga por volta de 20euros (há-de ser 40 para quem vem do Porto possivelmente), fora a gasolina, aí a coisa complica...

Creio que existirem portagens é das maiores maneiras de chular as pessoas. O dinheiro que se gasta aí poderia ser usado para desenvolver o comércio nas cidades, porque se poupava de um lado mas gastava-se de uma maneira mais 'saudável'.

Outro aspecto de chulice é os parquimetros. É uma maravilha ter de haver um controlo enorme com o tempo que o carro pode estar num certo sítio sob pena de pagar reboque, deslocação e o que raio ainda advém dessa palhaçada... por alguma razão a malta da EMEL é do mais odiada que há. E certamente fora de Lisboa o 'amor' que as pessoas sentem por este tipo de pessoas será igual...

Se é com todo o dinheiro que ganham nestas duas modalidades que desenvolvem as cidades? Com tanta corrupção que por aí anda parece difícil de acreditar....que eu saiba desenvolver as cidades não é só construir prédios, é também existir uma melhoria da qualidade de vida das pessoas que lá vivem....

Está claro que isto é uma utopia, já que pagar portagens e parquimetros existe em todo o mundo. Mas certamente não serão os preços iguais em todo o mundo. E há-de aliviar os bolsos para outras coisas mais sensatas....

Não basta pagar impostos. Parece que para termos o direito a conhecer o país temos de pagar um bilhete, e uma sobretaxa de estacionamento. Uma vez li uma frase do livro 'Mein Kamft' do Hitler, que dizia, na prática, que a melhor maneira de subjugar as pessoas é tirar-lhes os direitos aos poucos. Porque é que isto me parece incrivelmente familiar com o contexto económico que se vive hoje em dia na Europa, em certos países?....